Untitled 77, José Mário Branco contra a censura branda

Untitled 77, José Mário Branco contra a censura branda Entre a tesoura que fragmenta as imagens de Untitled 77A, de Han Okhi, e a voz que se interrompe e desfaz em FMI, de José Mário Branco, desenha-se uma afinidade entre cinema e música: a procura de uma linguagem capaz de denunciar os poderes que a limitam. Duas obras que, em contextos distintos, fazem do corte, do silêncio e da fragmentação formas de resistência à censura e ao esvaziamento da expressão política.

Palcos

21.10.2026 | por Eduardo Camacan e Gabriel Martins

O cansaço do esclarecimento: notas sobre a razão, a crise e a possibilidade

O cansaço do esclarecimento: notas sobre a razão, a crise e a possibilidade A verdadeira catástrofe do nosso tempo é a colonização do espírito. A indústria cultural, agora digital, não apenas molda os gostos — fabrica o próprio sujeito que deseja. A linguagem empobrece, a imaginação administra-se, e a crítica converte-se em algoritmo. O que Bloom chamava de “morte da alma” é hoje uma condição planetária: o sujeito globalizado é um híbrido de consumidor, militante e espectador, preso à ilusão de autonomia que o mercado lhe vende.

A ler

05.10.2025 | por Eugénio Matusse

10 anos África Festival. Conhecer a vitalidade da criação africana, entrevista a Paula Nascimento

10 anos África Festival. Conhecer a vitalidade da criação africana, entrevista a Paula Nascimento As visões aludiam quase exclusivamente a abordagens tradicionais das culturas africanas, sobretudo com carácter étnico, antropológico ou exótico. As artes contemporâneas que entretanto emergiam no continente africano e nas diásporas não tinham espaço nem visibilidade em Portugal, e pouca representação no conjunto da oferta cultural do país.(...) O África Festival deu a conhecer o melhor da criação artística nas músicas de África e das diásporas africanas, espetáculos de grande qualidade a um público alargado,

Palcos

19.07.2017 | por Marta Lança