Estão abertas inscrições para o Doc’s Kingdom – Seminário Internacional de Cinema Documental, a decorrer entre 13 e 18 de Novembro 2026, em Odemira!

Sob o título “Subcorrentes, conjurações” (Undercurrents, counterspells), o programa contará com as obras e a presença de cineastas como Oraib Toukan, Camilo Restrepo, Mohamed Soueid, Marta Popivoda, Annalisa D. Quagliata Blanco, Sílvia das Fadas e ainda filmes do cineasta português José Álvaro Morais (1943-2004), entre outros.
A cada ano, o seminário reúne em Odemira mais de uma centena de participantes oriundos de diversas partes do mundo. Ao longo de seis dias, os participantes inscritos seguem a totalidade do programa, que inclui também uma exposição, uma caminhada, refeições partilhadas e servidas pela cooperativa Regenerativa (São Luís), bem como momentos de festa e de convívio.
As inscrições para o Doc’s Kingdom 2026 estão abertas a qualquer pessoa, até ser atingido o limite de capacidade do seminário. Existem descontos para residentes em Odemira, estudantes em Portugal, sócios da Apordoc e da MUTIM, entre outros. 
Para mais informações sobre o programa e o processo de inscrição, ver aqui. 

23.10.2026 | por martalanca | Doc’s Kingdom

28 de outubro | Território comum — III Encontro Perspetivas Feministas na Investigação

No próximo dia 28 de outubro, a partir das 14h00, encontramo-nos na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, para o primeiro momento do III Encontro Perspetivas Feministas na Investigação, dedicado ao tema “Território comum: investigação, arte e ação coletiva”.

Queremos conversar sobre as relações entre universidade, sociedade civil, criação artística e ativismos: que saberes colocamos em comum? Que tensões atravessam esses encontros? E que possibilidades de escuta e colaboração podemos construir?

O programa reúne um percurso pela cidade com Kai Fernandes, uma mesa de diálogo com Movimento de Mulheres Olga Benário Internacional, Clara Sefair e A Coletiva, e a performance Land of the Brave, de Rebecca Moradalizadeh. Terminamos com o lançamento do grupo Perspetivas Feministas e um momento de celebração.

Programa

14h00 — Abertura
Átrio do Pavilhão Sul, com a organização do encontro.

14h30 — African Heritage and Colonial Roots Tour
Arte, território e mediação, com Kai Fernandes.

16h30 — Coffee break

17h00 — Mesa de diálogo - Sala 42 Pav. Sul
Universidade e sociedade civil: tensões, escuta e possibilidades de colaboração.
Com Movimento de Mulheres Olga Benário Internacional, Clara Sefair e A Coletiva.

18h30 — Land of the Brave
Performance de Rebecca Moradalizadeh, seguida de conversa com o público.

19h30 — Lançamento do grupo e celebração

A participação é gratuita e a inscrição é facultativa, mas ajuda-nos a preparar o acolhimento. Podem consultar o programa e inscrever-se aqui: [Inscrições].

Podem juntar-se a nós durante toda a tarde ou apenas nos momentos em que tenham disponibilidade. Será um gosto contar com a vossa presença e agradecemos a partilha deste convite com outras pessoas interessadas.

21.10.2026 | por martalanca | feministas, investigação

50ª Mostra de São Paulo exibe documentário sobre Squel Jorgea nesta quinta (22)

Com reprise na segunda (26), filme de Celina Torrealba e Zeca Brito acompanha porta-bandeira da Mangueira e Portela em seu retorno à avenida após a maternidade

 Donna Features Donna Features

Após se aposentar em 2022, Squel Jorgea decide voltar ao Carnaval do Rio. Porta-bandeira por mais de 20 anos, ela foi a primeira a representar tanto a Mangueira quanto a Portela. De volta após a maternidade solo, reencontra o corpo, o gesto e a força que a tornaram referência. Na avenida, dança o enredo de Um Defeito de Cor, a resposta de um filho à carta de sua mãe escravizada, história que ecoa sua trajetória. Entre o silêncio e o tambor, sua dança se transforma em rito, resistência e celebração da cultura afro-brasileira.

Esta é a premissa de “Squel, Confissões de uma porta-bandeira”, de Celina Torrealba e Zeca Brito, longa que ganha sua première paulista nesta quinta-feira (22), às 21h30min, no Espaço Petrobrás de Cinema, Sala 1, na programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O filme será reprisado na segunda, 26 de outubro, às 18h30min, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 2. O filme participa da Mostra Brasil.

A produção é assinada pela Donna Features, com coprodução da Anti Filmes. Celina e Zeca também dividem créditos de roteiro, produção e fotografia. O filme tem previsão de lançamento marcada para 2027. “Squel” teve sua primeira exibição no Festival do Rio.

“É um momento muito importante para mim. Minha ficha ainda não caiu, meu coração está apertadíssimo”, conta Squel Jorgea. Para ela, se tornar protagonista de um filme ganha um significado ainda maior quando lembra sua carreira desde a infância, na Baixada Fluminense. “Para aquela menina que começou em uma escolinha de mestre-sala e porta-bandeira para crianças, ver hoje essa mulher sambista, negra, artista e popular ocupando esse espaço em um mundo ainda tão machista é uma conquista muito grande”, complementa.

A produção nasceu da admiração dos cineastas por Squel. Ela já estava aposentada da Mangueira quando as gravações começaram, mas o longa ganhou novos contornos após a sambista receber um convite da Portela. A porta-bandeira, aos 40 anos, precisou então se reinventar, depois de ter feito o que o Carnaval muitas vezes não permite: ser mãe. A festa popular coloca a mulher em evidência na avenida, mas, no dia seguinte, nem sempre garante a ela o sustento. Squel conhece essa realidade como poucas.

Entre intermináveis ensaios e preparações, o documentário também acompanha os bastidores que antecedem as sempre aguardadas performances de Squel na Marquês de Sapucaí. “Entendi ali que o que emociona é resultado de um esforço enorme, que acontece longe dos olhos do público”, relembra Celina Torrealba. A experiência também aproximou a equipe do universo da sambista: “Foi um privilégio acompanhar a Squel nos bastidores e entrar no seu universo”. A produção do documentário durou cerca de quatro anos.

“Squel é uma das maiores artistas nascidas no Brasil. Ela é a personificação da cultura popular brasileira, da sofisticada linguagem do bailado carnavalesco, resultando de muitos conhecimentos e ancestralidades”, destaca Zeca Brito. “Apresentamos o processo de criação dessa artista, em uma narrativa muito direta, onde ela revisita sua história enquanto se prepara para um próximo grande desafio. É um filme de superação e autoconhecimento”, resume.

Serviço

“Squel, Confissões de uma porta-bandeira” (2026)

50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Mostra Brasil

Première: dia 22 de outubro, quinta-feira, às 21h30min, no Espaço Petrobrás de Cinema, Sala 1 (Rua Augusta, 1.475)

Reprise: dia 26 de outubro, segunda-feira, às 18h30min, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 2 (Shopping Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569)

Brasil | Documentário | 85 min | Cor

Instagram: @donnafeatures

 

Ficha Técnica

Direção: Celina Torrealba e Zeca Brito 

Produtores: Sergio Carpi, Celina Torrealba, Frederico Ruas, Zeca Brito, Suzana Villas Boas e Squel Jorgea

Produção: Donna Features

Coprodução: Anti Filmes

Montagem: Jardel Machado Hermes 

Roteiro: Celina Torrealba, Zeca Brito, Jardel Machado Hermes e Renato Dornelles

Direção de Fotografia: Celina Torrealba, Zeca Brito, Bruno Polidoro e Érica Rocha

Música Original: Fernando Aranha e Guga Bruno 

Colorista: Marina Cotrim

Design de Som: Fernando Aranha

Mixagem: Bernardo Adeodato

Personagens: Squel Jorgea, Marluce Medeiros Paz e Marlon Lamar

–

Patrícia Rabello (11) 98196-9290

20.10.2026 | por martalanca | Carnaval

MEMÓRIA E REPARAÇÃO~ perspectivas anticoloniais e decoloniais

O colonialismo não é um capítulo encerrado da História, mas uma relação de poder que continua a organizar vidas, territórios e imaginários, e que exige ser combatida. Procuramos compreender como essas relações se inscrevem no presente e como podem ser confrontadas e resistidas.Esta programação parte da necessidade de recusar narrativas que impõem uma perspectiva europeia e de olhar criticamente para o colonialismo, as suas permanências e reconfigurações. Memória e Reparação reúne filmes que abordam situações concretas de violência colonial e as resistências que lhes fazem frente, interrogando as formas como essa violência foi registada e representada, a apropriação do património e dos territórios, bem como o racismo, o apartheid e as estruturas que os sustentam. Estas questões cruzam-se com a intimidade, a pertença e o cuidado, enquanto a imaginação de outros futuros abre espaço à possibilidade de construir para além das estruturas existentes.No último encontro, a conversa traz estes assuntos para o presente que partilhamos, reunindo cineastas, colectivos e associações para pôr em comum perspectivas, práticas e modos de organização a partir dos seus bairros e comunidades de proximidade.

instagram

 

 

16.10.2026 | por martalanca | cinema na Mula. reparação, memória

3º ANIVERSÁRIO MAC/CCB 23.10 — 25.10.26

O MAC/CCB celebra o seu 3.º aniversário de 23 a 25 de outubro, com entrada livre. Inauguramos a exposição Here I Stand, de Ângela Ferreira, e na praça instala-se a sua obra de grandes dimensões Zip Zap Circus School, que será ativada pela Escola de Circo do Chapitô.
A noite de sexta-feira completa-se com o DJ set de Party Smith, e, no sábado, há um concerto do «Ciclo de Música Discreta» com Nkisi e Gonçalo F. Cardoso / Gonzo, além de conversas em torno da exposição de Frida Orupabo, visitas guiadas e a intervenção de António Guerreiro numa palestra.
A Sala Lúdica espera pelos mais pequenos, e aproveitamos a ocasião para apresentar os últimos catálogos publicados, dedicados às exposições Olhos Múltiplos, Terra Crua, Cloud of Confusion e «May I Help You? Posso Ajudar?» Artes e Artistas da década de 1970 em diante. 


23.10.26
18h00 Conversa com Ângela Ferreira e Nuria Enguita, Auditório MAC/CCB
19h00 Inauguração da exposição Ângela Ferreira. Here I Stand, Piso 0
19h30 Performance na Zip Zap Circus School, de Ângela Ferreira, por alunos da Escola de Circo do Chapitô na Praça CCB
20h00 DJ SET Party Smith, Piso 0
24.10.26
11:30, 12:00, 12:30, 14:30, 17:00 e 17:30

Visitas Breves de 30 minutos às coleções do MAC/CCB, pela equipa de Educação e Mediação.
15h00 Piso - 1
Visita/Conversa com a curadora Marta Mestre, o Coletivo FACA (Andreia Coutinho e Maribel Mendes Sobreira) e Ícaro Lira, no contexto da exposição Frida Orupabo. Cloud Of Confusion
15h00
Forma encontra cor! Atividade em família, para crianças entre os 6 e os 12 anos, pela equipa de Educação e Mediação. Ponto de encontro: receção do museu.
17h00 Piso - 1
Nkisi e Gonçalo F. Cardoso / Gonzo em “Ciclo de Música Discreta”
18h00 Praça MAC/CCB
Performance na Zip Zap Circus School, de Ângela Ferreira, por alunos da Escola de Circo do Chapitô na Praça CCB
25.10.26
11h00
Cozinh’arte. Atividade em família, para crianças entre os 2 e os 5 anos, pela equipa de Educação e Mediação. Ponto de encontro: receção do museu.
11:30, 12:00, 12:30, 14:30, 17:00 e 17:30

Visitas Breves de 30 minutos às coleções do MAC/CCB, pela equipa de Educação e Mediação
15h00 Piso 0
Visita/Conversa com Ângela Ferreira e Nuria Enguita
16h00 Auditório MAC/CCB
Apresentação dos catálogos lançados em 2026: Terra Crua, Olhos Múltiplos, Cloud of Confusion e «May I Help You? Posso Ajudar?» Artes e Artistas da década de 1970 em diante
17h00 Auditório MAC/CCB
A tentação da legibilidade: a dimensão crítica da arte face ao conformismo temático
. Palestra de António Guerreiro com apresentação de Nuria Enguita

15.10.2026 | por martalanca | arte contemporânea, MAC/CCB

Zonas de Contacto

Uma viagem. Uma caminhada. Uma conversa. Apareçam e juntem-se a nós.
Encontro no Metro de Entrecampos às 14h30 (tolerância até às 14h45). Iniciamos com uma viagem de metro até Senhor Roubado/Odivelas onde iremos visitar e pensar os limites da chamada “periferia urbana” da cidade de Lisboa, suas indústrias em ruínas e as mobilidades pendulares da “cidade dormitório” e faremos uma conversa com a artista visual paula roush, com Andrea Pavoni dos estudos urbanos e com o antropólogo António Pusceddu que trabalha com contextos industriais no campo da Ecologia Política… 
Esta iniciativa enquadra-se também em uma aula aberta da disciplina de Antropologia e Imagem do 3º ano da Licenciatura de Antropologia do ISCTE que coordeno com meus colegas Filipe Reis e Marcia Mansur.
Tragam auriculares e o telefone com bateria, chapéu de sol ou de chuva conforme o dia se apresente, sapatos confortáveis e passe social ou cartão navegante para a viagem de Metro, e um lanchinho se quiserem e pelas 17h terminamos… até lá. E divulguem entre os amigues…
Paulo Raposo

14.10.2026 | por martalanca | periferia, Zonas de Contacto

Lançamento livro "Alda Espírito Santo" - 16 out CCCV

A presente coletânea organiza-se em quatro partes temáticas que procuram acompanhar os diferentes modos através dos quais a escrita de Alda Espírito Santo se tornou espaço de consciência histórica, de imaginação política, de memória coletiva e de reinvenção afetiva da pátria. Mais do que uma simples reunião de estudos dispersos, o volume constrói um percurso crítico que vai da emergência da literatura como linguagem da libertação às problemáticas da condição feminina, da subalternidade, da ancestralidade, da memória e das tensões do pós-independência, culminando numa reflexão sobre a dimensão performativa da palavra.

A primeira parte, Palavra, Nação e Consciência Anticolonial, reúne os ensaios que regressam ao momento matricial em que a literatura se tornou, nos espaços africanos sob domínio português, um dispositivo de consciência e de luta.

A segunda parte, Mulheres e Linguagens da Resistência, agrupando ensaios que problematizam as relações entre género, colonialismo, raça, desloca o foco para as relações entre colonialismo, patriarcado, violência e experiência feminina.

A terceira parte, Memória, Ancestralidade e Pós-Independência, reúne os ensaios que interrogam as permanências da memória, as heranças ancestrais e os desencantos do tempo pós-colonial.

A quarta parte, Linguagem, Emoção e Reinvenção da Pátria, culmina com dois ensaios que, na verdade, deveriam introduzir a dimensão performativa da poesia.

(Inocência Mata)

 

AUTORES DOS ENSAIOS

Amarino Oliveira de Queiroz

Ana Maria Teixeira da Rocha

Augusto Nascimento

Carmen Lúcia Tindó Secco

Clariane Crippa e

Pires Laranjeira

Érica Antunes Pereira

Inocência Mata

Jurema Oliveira

Laura Cavalcante Padilha

Noemi Alfieri

Paulo Sérgio Gonçalves

Tânia Lima

Thaíse de Santana Santos

14.10.2026 | por martalanca | Alda Espírito Santo

Kafuka African Film Festival 2026 celebra Amílcar Cabral e cinema africano em Cabo Verde

A segunda edição do festival decorre de 15 a 18 de outubro no TeckPark, na cidade da Praia. O evento vai trazer à cidade realizadores de diferentes países, filmes presentes em grandes festivais internacionais, conversas, masterclasses, workshops, encontros entre profissionais do cinema e uma programação dedicada a crianças e adolescentes. Promovido pelo Kuletivu Nhanha, o festival este ano celebra o pensamento e legado de Amílcar Cabral, que está refletido na sua programação. 

A sessão de abertura, no dia 15 outubro, será marcada pela exibição de “Amílcar”, filme do realizador espanhol Miguel Eek, que estará presente no festival para uma conversa com o público.  A programação integra ainda filmes como “Nós, Povo das Ilhas”, “Time to Change” e “Afrikki”, propondo diferentes reflexões alusivas ao pensamento de Cabral. Está ainda prevista uma masterclass dedicada à presença de Amílcar Cabral no cinema de Flora Gomes, dinamizada pela investigadora Jusciele Oliveira.

O festival contará com a presença de outros realizadores e profissionais do cinema africano e da diáspora, em sessões de conversa com o público e atividades de formação. Entre os convidados de destaque está a conceituada realizadora e produtora senegalesa Angèle Diabang, que irá presidir ao júri do Kafuka 2026. A cineasta, que este ano integrou o júri do Festival de Cannes, vai apresentar no festival o seu filme “Une Si Longue Lettre”, que será exibido no dia 17 de outubro, seguido de uma sessão de perguntas e respostas com a realizadora. 

Uma outra convidada de destaque é a realizadora ugandesa Patiente Nitumwesiga, autora de “The Woman who Poked the Leopard”, obra que aborda questões particularmente sensíveis da realidade política e social do Uganda. O filme estará em exibição no dia 17 de outubro. 

Para além das sessões de cinema, o Kafuka 2026 terá uma componente de formação e de desenvolvimento profissional. O programa inclui o mini-curso “Cinemas Africanos: Histórias, Estéticas e Políticas”, em parceria com a Universidade de Cabo Verde, masterclasses sobre crítica de cinema e cinema africano, conversas abertas e o encontro de profissionais onde decorrerá também o lançamento da plataforma REDE Cinema e Audiovisual PALOP+TL. Prevê-se ainda um Cine-Jantar na residência da Embaixada do Brasil com a exibição do filme “Cadernos Negros”, seguido de um cocktail e de uma conversa com o realizador Joel Zito Araújo. 

A programação de 2026 reforça a secção dedicada ao público infantil, o Kafukinha, que decorre de 17 a 18 de outubro, com uma seleção de filmes de Cabo Verde, Angola, Moçambique, Costa do Marfim e Brasil. As sessões serão acompanhadas por atividades de animação e workshops sobre reciclagem e Stop Motion. É com os olhos postos na futura inclusão de uma secção dedicada exclusivamente ao publico adolescente, o KafukaTeen, que este ano decorrerá durante o Kafukinha a entrega de prémios e a primeira exibição pública dos filmes desenvolvidos no âmbito do programa Filma Cabo Verde.

A programação do evento será complementada com duas exposições, uma de pintura pelo artista Joel Monteiro, e uma de fotografia pela artista Keila Fernandes, reforçando a ligação do Kafuka a outras expressões artísticas para além do cinema. 

O Kafuka conta com importantes parcerias nacionais e internacionais, incluindo Embaixada de França no Senegal, Instituto Guimarães Rosa, Embaixada do Brasil em Cabo Verde, EME, Tecnicil Indústria, Teck Park Cabo Verde, Hotel Praiamar do Grupo Oásis e Praiano Apart Hotel, .

O programa completo do Kafuka 2026 está disponível no site https://kafuka.cv/programacao e nas páginas oficiais do festival no Facebook e Instagram. 

 

Sobre o Kafuka African Film Festival

O Kafuka African Film Festival foi criado com a ambição de iluminar, através do cinema, a diversidade de narrativas africanas, promover o intercâmbio cultural entre diferentes países e comunidades, com foco em Cabo Verde, África e diáspora, e contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema cinematográfico em Cabo Verde.

O próprio nome Kafuka remete para um utensílio doméstico tradicional utilizado em Cabo Verde quando o acesso à eletricidade era limitado. Esta referência associa-se à ideia de luz, esperança, resiliência e à própria importância da luz na criação cinematográfica. 

O festival é promovido pelo Kuletivu Nhanha, dedicado à promoção das mulheres cabo-verdianas no cinema e no audiovisual. 

Contactos  Ilda Fortes (Kuletivu Nhanha): + 238 5921755 (WhatsApp)  Email: kafukaffcv@gmail.com 

Redes Sociais:  Facebook - KAFF -Kafuka African Film Festival  https://www.facebook.com/kafukaffcv/;  Instagram – Kafukaffcv 

14.10.2026 | por martalanca | Kafuka African Film

Institute of Radical Imagination | RAIO DA RAIA! Una topia em curso

20 a 24 de outubro de 2026 Aberto ao público

Locais: Pó de Vir a Ser e Sociedade Harmonia Eborense

Organização: Pó de Vir a Ser e Institute of Radical Imagination

Moradas:

  • Pó de Vir a Ser – Rua de Machede, 58, 7000-864 Évora
  • Sociedade Harmonia Eborense – Praça do Giraldo, 72, 7000-508

“Paz, trabalho e pão” Catarina Eufémia

RAIO DA RAIA!— una topia em curso é um encontro de cinco dias organizado conjuntamente pelo Institute of Radical Imagination (IRI) e pela Pó de Vir a Ser, com a colaboração da Sociedade Harmonia Eborense (SHÉ), em Évora. Concebido como parte de uma relação de continuidade, procura criar as condições para uma leitura partilhada do presente a partir das coordenadas específicas e situadas deste encontro: Évora, 2026, num momento marcado pela aceleração da radicalização política e pela ascensão da extrema-direita, a par da intensificação das alterações climáticas.

O encontro propõe-se interrogar este momento e estas coordenadas através de quatro linhas de investigação interligadas: 1) ecologia, cultura e território; 2) revolução / transição e Intervenção, fazendo eco das diferentes experiências da Revolução Portuguesa e da Transição Espanhola; 3) imaginação transfronteiriça para alianças político-artísticas; e 4) o espaço público enquanto comum: pensar a escultura e a (não-)monumentalidade para a justiça social.

Ao longo da semana, trabalhadores da cultura, ativistas e habitantes dos territórios da fronteira irão explorar formas de se organizarem com — e pela — arte nestes tempos incertos. Raio da Raia procura abrir espaço para a criação de alianças internacionalistas, tecendo ligações entre territórios e propondo modos coletivos de agir fundados numa imaginação radical. Com uma estrutura que se vai auto-organizando em tempo real, o encontro segue por vezes partituras que propõem inflexões coletivas: assembleias e conversas, projeções, oficinas e momentos de criação coletiva.

O título do encontro – Raio da Raia – parte da ambiguidade semântica de raia que tanto designa zona de fronteira, (e, em particular, a fronteira luso-espanhola); como da interjeição pejorativa “Raios!”; sendo que, quando ouvida em conjunto, a expressão “a raia” pode deslizar para “arraia”, palavra antiga para designar “o povo” ou “a gente comum”.  O encontro situa-se, assim, na raia, ou seja, na fronteira, para a poder ultrapassar – interrogando como, e a quem, servem as suas lógicas produtivas, mas sobretudo abrindo espaço para outras formas de sentir, fabular e imaginar o mundo para além das fronteiras, raias, e divisões (entre países, classes, espécies,..).

PROGRAMA COMPLETO

21 DE OUTUBRO – Sociedade Harmonia Eborense

16:00–18:00 · Assembleia sobre Revolução / Transição / Intervenção

Uma assembleia pública que explora os movimentos culturais documentados pela revista portuguesa Intervenção, com a participação de Ana Bigotte Vieira, Pedro Cerejo e Airton Monteiro.

20:00–22:30 · Projeção de filme – Pó de Vir a Ser

Informe general sobre algunas cuestiones de interés para una proyección pública
Pere Portabella, 1976 · 149 min.

Filmado nos meses que se seguiram à morte de Franco, este testemunho incontornável coloca uma única questão — como passar da ditadura a um Estado de direito — e deixa que partidos, sindicatos, juristas, militantes e assembleias de fábrica lhe respondam. Portabella entrelaça longas discussões, ensaios e cenas de rua numa vasta cartografia ensaística da Transição espanhola, na qual a experimentação formal e o debate político são indissociáveis. O filme permanece hoje simultaneamente como uma radiografia de um momento fundador e uma reflexão sobre os limites da própria representação.

Esta projeção integra o núcleo do IRI da Acció Portabella, uma iniciativa que celebra o centenário do cineasta catalão Pere Portabella.

22 DE OUTUBRO

16:00–18:00 · Escultura e (não-)monumentalidade para uma topia por vir – Sociedade Harmonia Eborense

Assembleia com intervenções de Pedro Fazenda (Pó), Clara Montoya, Theo Prodromidis e Pablo García Bachiller (IRI).

O Dia da Escultura e (não)monumentalidade considera a escultura como uma prática material e política através da qual se podem cartografar territórios, memórias e relações de poder. Pensando a partir do mármore do Mediterrâneo e com ele, a assembleia irá escutar, manusear e conviver com a pedra, entendendo-a como uma matéria portadora de histórias de extração, trabalho, dívida, fronteiras e poder económico.

Exploraremos outras formas de conquistar e exercer poder coletivo: a partir dos escombros materiais da sociedade capitalista e da memória do antigo matadouro que hoje acolhe a Pó de Vir a Ser. As histórias deste lugar tornam-se pontos de partida para imaginar de que modos o poder pode ser reivindicado, partilhado e exercido em comum.

Através de caminhadas, encontros, processos de criação e debates coletivos, a assembleia colocará as histórias estratificadas deste lugar em diálogo com questões sobre quem tem o direito de falar, ocupar e moldar o espaço público. A escultura torna-se um encontro situado entre matéria, memória e ação coletiva, abrindo formas de cartografar Évora e o Alentejo a partir do chão.

23 DE OUTUBRO

16:00–19:00 · Raio da Raia! – Sociedade Harmonia Eborense

Publicar em torno da raia. Conversar através dos livros

A Ligeira Dificuldade de Ser Espanhol & A Fatal Tristeza de Ser Português

Rui Silva

A Ligeira Dificuldade de Ser Espanhol & A Fatal Tristeza de Ser Português é um pequeno ensaio sobre guias de viagem que analisa, nos planos discursivo, textual e iconográfico, guias publicados sobre Portugal e Espanha entre as décadas de 1930 e 1980.

O livro surge na sequência de duas exposições realizadas no Porto (2022) e em Madrid (2025), e contrapõe os guias elogiosos, promovidos pelas ditaduras ibéricas, a textos cáusticos e satíricos, editados em França. Também revela como ambos os países utilizaram o turismo como instrumento económico e de propaganda, projetando uma imagem internacional favorável e transformando realidades políticas e sociais complexas em representações idealizadas.

Entre estereótipos e ironias, descobrimos que, para os ingleses, «o povo português vive de bacalhau e de sonhos» e que «Espanha preserva o homem […] com essa liberdade que só os povos prisioneiros são capazes de sentir». O ensaio problematiza o modo como estes mitos foram incorporados nas identidades nacionais e ritualizados no quotidiano como uma espécie de fé folclórica.

Tula Fernández · Estrella del Norte, 2025

Lisboa, 25 de abril de 1974. Enquanto o país rompe com décadas de ditadura, Pedro Araujo reconhece entre a multidão uma mulher do seu passado: María Paula Cortés, símbolo de resistência e figura central na sua própria história.

Duas vidas marcadas pela luta e pelo amor entrecruzam-se no momento mais decisivo da história de Portugal. Em Cinco Cartas Portuguesas, Tula Fernández narra uma história de amor e memória, de ideais partilhados e caminhos que se bifurcam. Um romance sobre o que permanece, mesmo após anos de ditadura, distância e silêncio.

Conspiraciones transfronterizas

Armando Juntas, Território (Andy Luengo e Pat Naharro Aguilar, Cáceres), Tula Fernández (Ceuta), Miriam Bachiller Luque (La Línea de la Concepción, Cádiz) e Rui Silva (Porto). Acompanhamento de Sara Buraya Boned e Pablo García Bachiller (IRI).

Esta assembleia aberta propõe uma reflexão sobre a colaboração cultural entre territórios e as conspirações internacionais enquanto horizonte político. Esta colaboração permitir-nos-ia criar, expandir e fortalecer uma rede de alianças transfronteiriças no quadro simbólico da fronteira luso-espanhola, a mais antiga e estável da Europa. Procuramos deslocar o olhar da visão securitária, violenta e excludente da “Fortaleza Europa” e abrir-nos, em contrapartida, ao tecido mais matizado, humano e sensível da fronteira.

Este é um convite aberto a “conspirar” em conjunto: a tecer novas alianças internacionais, intergeracionais e interespécies entre o Alentejo e a Extremadura, e para além destas regiões.

Da Raia alentejano-extremenha a Ceuta ou La Línea, territórios fronteiriços de violência e despossessão, mas também de solidariedade e insurgência política. Queremos recuperar a história das relações passadas e, ao mesmo tempo, imaginar novas relações. Desejamos reunir agentes culturais ativos na região que se sintam interpelados por este apelo.

Queremos questionar a ideia, tantas vezes repetida, de que os espanhóis viram as costas a Portugal. Sobretudo porque isso simplesmente não corresponde à realidade: somos muitas pessoas — portuguesas e espanholas — as que olham umas para as outras, se reconhecem e desejam a fraternidade e a sororidade que os nossos povos merecem.

24 DE OUTUBRO

11:00–12:00 · Cooperativismo nos comuns territoriais – Pó de Vir a Ser

A mesa-redonda sobre cooperativismo nos comuns territoriais, com Margarida Mendes e Joaquim Moreno, aproxima ecologia e território para investigar o cooperativismo nos comuns territoriais.

Partindo de investigação de campo em zonas húmidas e rios de todo o Portugal, Margarida Mendes propõe na sua intervenção um espaço para pensar as relações entre comunidades, materiais e fluxos de distribuição que se estabelecem através deles. As suas observações empíricas cruzam-se com investigações de cientistas e experiências relatadas por habitantes locais e guardiões dos rios, numa confluência de perspetivas entre ciência, ativismo e justiça ambiental, e com o trabalho que desenvolveu com o coletivo Natural Contract Lab ao longo da última década.

A apresentação de Joaquim Moreno sobre cooperativismo aprofunda os modelos cooperativos enquanto formas alternativas de organização territorial assentes na propriedade coletiva e na governação partilhada. Em conjunto, as duas apresentações convidam-nos a pensar a ecologia e o território como questões entrelaçadas de produção do comum, governação e justiça espacial, e não como domínios separados.

12:00 · Apresentação do mural pintado durante a semana

Esta pintura mural sobre uma tela de cinco metros é concebida como um documento vivo dos cinco dias do encontro Raio da Raia!. Mais do que um registo linear, a tela transforma-se numa prática coletiva viva, dando lugar a um fazer afetivo-político a partir das ferramentas de Taring Padi.

Taring Padi é um coletivo de artistas indonésio fundado em 1998 por um grupo de estudantes de arte progressistas e ativistas, em resposta às convulsões sociopolíticas vividas na Indonésia durante o período da Reformasi. Protestos de rua, oficinas de xilogravura, carnavais artísticos e exposições em espaços não convencionais são práticas características da produção coletiva de Taring Padi. Diversas alianças políticas ad hoc, comunidades agrícolas e piscatórias, bem como os seus próprios contextos locais, são lugares onde Taring Padi trabalha e aprende em conjunto. Faixas, cartazes xilogravados e marionetas de cartão, assim como o popular grupo musical Dendang Kampungan, são fórmulas artísticas através das quais Taring Padi agita, educa e se organiza a si próprio, à sua comunidade e às diversas ações de solidariedade em que participa.

16:30 · Plenário final — Festa

Esta assembleia aberta encerrará Raio da Raia! — uma topia em curso, procurando sintetizar as aprendizagens e as estratégias coletivas destes dias e pensar, em conjunto, como poderemos continuar a colaborar, a coordenar-nos e a conspirar nos próximos anos.

Fechamos com uma festa-convívio!

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INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS COLETIVAS

Oficina de estampagem de t-shirts com Taring Padi

21 de outubro – 10h00 -13h00

– trazer uma t-shirt branca ou de cor clara, para impressão-

Uma oficina prática de estampagem de T-shirts, na qual as pessoas participantes aprendem técnicas de impressão e transferência e criam a sua própria peça, do início ao fim, enquanto ferramentas para a nossa autoprodução coletiva. A oficina abre uma linguagem comum em Raio da Raia! através de um ato criativo coletivo que parte das ferramentas de Taring Padi para organizar, educar e agitar.

inscrições para geral@podeviraser.pt

Manhãs na Pó de Vir a Ser

20-24 de outubro

Pintura mural sobre uma tela de cinco metros – TARING PADI

Esta pintura mural sobre uma tela de cinco metros é concebida como um documento vivo dos cinco dias do encontro Raio da Raia!. Mais do que um registo linear, a tela transforma-se numa prática coletiva viva, dando lugar a um fazer afetivo-político a partir das ferramentas de Taring Padi.

Ações artísticas em curso – IRI

Derivas, pensamentos e materialidades para a ação escultórica.

Uma conversa aberta sobre o poder das pedras, a história da escultura, a arte e a cultura para imaginar ações coletivas possíveis. Estamos abertas ao que acontecer entre as materialidades e os corpos no espaço diante de nós.

14.10.2026 | por martalanca | Institute of Radical Imagination

Dafne Editora, Outono 2026: Quatro títulos, dois lançamentos, uma tradução e um prémio

A Dafne Editora destaca quatro títulos neste outono, entre lançamentos, traduções e prémios. Livros diferentes entre si, como tem sido regra desde 2003, quando esta editora de vão-de-escada começou a publicar regularmente em português, a partir do Porto.
O primeiro destaque vai para Fearless Forms, Fearful Concrete, a tradução inglesa de Novela Bufa do Ufanismo em Concreto, de André Tavares, arquitecto e coordenador da Dafne Editora, publicada pela editora suíça Park Books, uma referência internacional na edição de arquitectura, urbanismo e cultura arquitectónica. Dado à estampa pela primeira vez em 2009, o livro chega agora aos leitores internacionais numa nova edição em inglês, apresentada a 30 de Setembro, na livraria da Architectural Association, em Londres. Uma incursão pelas curvas e contracurvas da construção em betão armado – dito «concreto» no Brasil – a nova edição inclui o apêndice The Cold Case, onde alguns mistérios por resolver no enredo original são retomados à luz de novas evidências. O livro volta ao Porto a 23 de Outubro, pelas 19 horas, no Teatro do Campo Alegre, numa viagem musical por estas páginas da arquitectura brasileira, com Álvaro Teixeira Lopes ao piano, leitura de André Tavares e a participação especial de Susana Menezes.
Juntam-se dois reconhecimentos recentes: Livro de Obra — O edifício d’A Nacional nos Aliados, de Cristina Guedes, Francisco Vieira de Campos, Francisco Ascensão e André Tavares, foi um dos 24 seleccionados para a BIAU 14 – Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo, na categoria Publicações. Isto depois do livro Dança Fora de Si: A Obra Coreográfica de Marlene Monteiro Freitas, de Alexandra Balona, desenhado pelo estúdio Macedo Cannatà, ter merecido o Prémio Design de Livro 2026, pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.
Em Outubro, a Dafne Editora apresenta ainda Territórios da Transgressão – Arquitectura e Lei, de Lucinda Correia, um livro que nasce do podcast transmitido pela Rádio Antecâmara e que reúne mais de uma dezena de vozes sobre arquitectura, lei e cidade, entre as quais Helena Roseta, Paulo Pereira, João Gomes da Silva, Guilherme Carrilho da Graça e outros. Os lançamentos acontecem a 24 de Outubro, em Lisboa, na Antecâmara Galeria, e a 31 de Outubro, no Porto, no Instituto, com a presença de vários convidados.Completa a agenda de Outono a monografia dedicada a Januário Godinho da autoria do arquitecto Domingos Tavares, professor emérito na Faculdade de Arquitectura do Porto e fundador da Dafne Editora. Nascido em 1910, Godinho foi um dos principais arquitectos da praça do Porto e um dos mais singulares autores da sua geração, a sua obra construída deu forma e sentido a muitas cidades em Portugal. Este livro de capa dura e profusamente ilustrado apresenta o seu trabalho a um público alargado. Com pré-venda a partir de Outubro e lançamento marcado a 24 de Novembro, no Porto.
Dafne – figura mitológica que simboliza o aproveitamento das virtudes dos homens para a construção de um mundo mais belo – é uma editora em actividade há 23 anos, com base no Porto. Os seus livros distribuem-se por cinco colecções: Sebentas de História da Arquitectura Moderna, série de monografias que percorrem o ciclo da arquitectura clássica; Equações de Arquitectura, conjunto de publicações de amplo espectro temático; Opúsculos, ensaios de 26 autores, disponibilizados gratuitamente online; Imago, dedicada a aspectos da teoria da imagem, com base na tradução de autores relevantes; e Fora de Série, que explora formatos menos convencionais.


… . .
— AGENDAOUTLivro de Obra – O edifício d’A Nacional nos AliadosCristina Guedes, Francisco Vieira de Campos, Francisco Ascensão, André tavaresSelecção BIAU 14 – Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo
SEX, 23 OUT, 19HBetão Concreto – Uma viagem musical às páginas da arquitectura brasileiraLeitura de André Tavares e Susana Menezes, com Álvaro Teixeira Lopes ao pianoTeatro do Campo Alegre, Porto
SÁB, 24 OUT, 17HTerritórios da Transgressão – Arquitectura e LeiLucinda CorreiaApresentação do livro por Ana Queiroz do Vale e Paula CastroAntecâmara Galeria, Lisboa
SÁB, 31 OUT, 16H30Territórios da Transgressão – Arquitectura e LeiLucinda CorreiaApresentação do livro por Helena Amaro e Fernanda Paula OliveiraInstituto, Porto
SÁB, 24 NOV, 18H30Januário Godinho – Arquitecto ModernoApresentação do livro por Domingos TavaresCasa Comum, Porto

14.10.2026 | por martalanca | Dafne Editora

As Telefones

texto de Djaimilia Pereira de Almeida, encenação de Zia Soares,  Sala Estúdio Valentim de Barros, Jardins do Bombarda9 e 10 OUT | 21H ; 11 OUT | 16H Fórum Cultural José Manuel Figueiredo (Moita)14 NOV |  Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal 19 NOV | horário a definir
Ao longo da vida falam sem se ver, imaginam-se: o rosto, o cheiro, as roupas, a maquilhagem, os gestos. A distância transforma-as em personagens, cada telefonema uma projeção e uma encenação em que se performam mutuamente.
As Telefones é um vislumbre de duas mulheres, mãe e filha, que mapeiam e edificam a intimidade de um amor fraturado e devorador. Entre o fumo dos cigarros e o vapor dos banhos e das panelas ao lume erguem uma casa titubeante onde se acumulam as orações exorbitantes, os frémitos e os silêncios.
Duas mulheres, mãe e filha, separadas por um oceano de má memória, ligadas por telefones ao longo de três décadas. A sua ligação interrompida acompanha a história dessa invenção extraordinária.
Espectáculo sobre o que é ser mãe e ser filha à distância, Bia e Estrela talvez não se conheçam e sejam meramente duas estranhas que falam uma com a outra, no presente, várias vezes por dia.
Envelhecendo, apartando-se cada vez mais, mãe e filha são o teatro que é a projecção que fazem uma da outra e o teatro de um amor que não é senão sombra, espelhos, vídeo e mentiras.
E contudo amam-se, ainda. Contudo, ainda é possível o amor. Talvez iluminar esse milagre seja a virtude desta criação de Zia Soares, milagre maior do que a chegada das pestes anunciada pela mãe à filha, maior do que o regresso do próprio criador.

Djaimilia Pereira de Almeida
Bia e Estrela, filha e mãe, nascem e crescem na voz, ao telefone, ao longo de uma vida inteira, entre o dito e o ouvido, entre o real e o projectado.
O palco talvez seja a cabeça de Bia: a partir da sua interioridade, o espectáculo se manifesta como evocação. Bia fala a cena enquanto a vive, mobilizando memória e imaginação para materializar a relação com a mãe e reivindicar o direito à sua própria abstração.
Nesta arquitetura de hiper-consciência, surge a figura de uma mulher como o braço que edifica. Enquanto as palavras de Bia e Estrela atravessam o Atlântico, esta mulher ergue os alicerces de uma casa, uma construção feita de herança e ritual: o banho de sal, o vapor das panelas, a oração: tecnologias de sobrevivência.
Há, neste universo, uma dimensão profundamente espiritual e fabulatória. A fé, o medo, o delírio, a doença e o humor coexistem como formas de lidar com a ausência, com a precariedade e com heranças maiores, pessoais e históricas.
No âmago deste processo, o olhar de mulheres negras sobre os seus próprios imaginários e sobre a sua intimidade firma-se como território de soberania, onde o corpo se revela no silêncio e no mistério da sua própria alma.
As Telefones é o gesto de quem insiste em construir uma casa feita de voz, um amor que sobrevive ao ensombramento da vida.

Zia Soares
foto de Anita Gonçalvesfoto de Anita Gonçalves
Texto: Djaimilia Pereira de Almeida
Dramaturgia, Adaptação, Encenação: Zia Soares
Interpretação: Lucília Raimundo, Sara Fonseca da Graça, Zia Soares
Instalação Cenográfica, Figurinos: Neusa Trovoada
Design de Iluminação: Carolina Caramelo
Música e Design de Som: Xullaji
Imagens em Movimento: Carolina Caramelo, Rui Xavier
Video Design: Cláudia Sevivas
Ilustração, Animação: Camila Reis
Assistência ao Movimento: Lucília Raimundo
Engenharia de Som: Jorge Gonçalves
Maquilhagem: Zózi Zózimo
Assistência à Cenografia: Marco Peixoto
Assistência aos Figurinos: Fernanda Santos
Assistência à Produção: Mariana Frazão, Marta dos Santos
Produção: sowing_arts
Co-produção: Teatro Constantino Nery
Apoios: Câmara Municipal da Moita / Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, Câmara Municipal de Matosinhos, Câmara Municipal do Funchal / Teatro Baltazar Dias, Câmara Municipal do Seixal / Fórum Cultural do Seixal, Jardins do Bombarda, Nêga Filmes, Polo Cultural Gaivotas | Boavista, Rede Afrolink
Projecto financiado por Câmara Municipal de Lisboa, República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Agradecimentos: Patrícia David, Teatro Nacional D. Maria II

M/14 | 90 MIN

09.10.2026 | por martalanca | Djaimilia Pereira de Almeida, Zia Soares

AFRODISIAC III

Nasce como resgate do espaço de convergência cultural afro-lusófona em Lisboa, enquanto dimensão viva de produção, contaminação e presença.Linguagens e geografias cruzam-se entre a pista, o palco e a gastronomia.A música conduz:Afro Blu DJ’s traz um ambiente equatorial: o ritmo sai do Continente Negro, cruza o Atlântico rumo às Caraíbas e recarrega as baterias em Portugal.Mama Demba, arqueólogo da música lusófona, mergulha nas raízes musicais de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e das Antilhas.Com um repertório focado na black music, Fella Ayala explora géneros como jazz, funk, reggae, dub e afrobeat.No palco, Geração Amílcar, com Ângelo Torres percorre a vida e o legado de Amílcar Cabral.Nas artes visuais, Valdemar Dória cruza memórias de São Tomé e Lisboa; A Costureira exibe Afro-disia.C

achupa e Moamba trazem sabores de Cabo Verde e Angola.

Há histórias que pulsam no beat

Arroz Estúdios31 de outubro | 17h | entrada 10 euros

08.10.2026 | por martalanca | AFRODISIAC III

«Terás visto o mar?»

A pergunta vem de uma carta enviada a Guilherme da Costa Carvalho, preso político no Tarrafal entre 1949 e 1951. Dá agora título à exposição do seu neto, o fotógrafo João Pina, que inaugura a 22 de outubro no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, com curadoria de Emília Tavares.

A partir de um arquivo familiar com cerca de 800 cartas, fotografias e documentos, João Pina cruza investigação, fotografia contemporânea e testemunhos para revisitar a história do campo de concentração em Cabo Verde. A exposição reúne aproximadamente 250 imagens e documentação histórica, ligando a memória íntima à resistência antifascista e às lutas de libertação africanas.

Noventa anos depois da criação do Tarrafal, este trabalho interroga o legado da violência política e colonial, as experiências que ficaram à margem da história oficial e a transmissão da memória entre gerações. Que podem as imagens revelar? E como nos ajudam a construir uma cultura de liberdade?

Terás visto o mar? Memórias do Tarrafal — João Pina

MNAC – Museu do Chiado, Galeria Capelo Sul, Lisboa
Inauguração: 22 de outubro de 2026, às 18h30
Patente até 24 de janeiro de 2027
Visitas: terça a domingo, das 10h às 18h; última entrada às 17h30. Encerra às segundas-feiras e feriados.

Mais informações: https://museuartecontemporanea.gov.pt/

 

07.10.2026 | por martalanca | fotografia, JoãoPina, memória, tarrafal

Agadá regressa a Lisboa: dança, música e saberes da diáspora africana

Nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, o Festival Agadá reúne artistas e participantes no PISCINA estúdio, em Lisboa, para dois dias de dança, percussão e partilha de saberes de matriz africana. Rosangela Silvestre é uma das presenças em destaque.

Criado em Lisboa em 2018 por David Amado, Jorge Ciprianno, Lúcia Afonso e Pedro Barbosa, fundadores da Cia Agadá, o festival aproxima práticas de matriz africana, criação contemporânea e diferentes experiências da diáspora. Através de aulas, oficinas e encontros, propõe um espaço de formação e intercâmbio entre artistas, mestres e comunidade local, com particular atenção ao trabalho de mulheres negras investigadoras e criadoras da dança afro-contemporânea.

Nesta edição, regressa a Lisboa a coreógrafa, bailarina e pedagoga Rosangela Silvestre, que acompanha o festival desde a sua estreia. Natural de Salvador, na Bahia, e formada pela Universidade Federal da Bahia, desenvolveu um percurso de investigação que atravessa o Brasil, a Índia, o Egito, o Senegal e Cuba. Entre os seus mestres contam-se referências da dança afro-brasileira como Mestre King, Mercedes Baptista e Clyde Morgan.

Rosangela irá partilhar a Técnica Silvestre e a Simbologia dos Òrìṣà, práticas que articulam corpo, movimento, ancestralidade e conhecimento. Na sua abordagem, a dança é uma expressão vital, uma forma de transmitir experiências e afirmar a existência. A artista será acompanhada por Marivaldo dos Santos e Renatinho do Violino, responsáveis pelas sessões de percussão.

O programa inclui também o Método Ọ̀kànràn, com Jorge Ciprianno, e o Capoflow, com Lúcia Afonso. O encontro entre estas práticas dá continuidade ao trabalho do Agadá na valorização dos saberes transmitidos entre gerações e na afirmação das culturas negras e afro-diaspóricas no contexto artístico português.

Programa

Sábado, 31 de outubro

  • 10h00–10h30 — Receção dos participantes

  • 10h30–12h00 — Método Ọ̀kànràn · Jorge Ciprianno

  • 13h00–15h00 — Técnica Silvestre · Rosangela Silvestre

  • 15h15–17h15 — Simbologia dos Òrìṣà · Rosangela Silvestre

  • 17h30–19h30 — Percussão · Marivaldo dos Santos e Renatinho do Violino

Domingo, 1 de novembro

  • 10h15–10h30 — Boas-vindas · Equipa Agadá

  • 10h30–12h30 — Capoflow · Lúcia Afonso

  • 13h30–15h00 — Percussão · Marivaldo dos Santos e Renatinho do Violino

  • 15h15–17h15 — Técnica Silvestre · Rosangela Silvestre

  • 17h30–19h30 — Simbologia dos Òrìṣà · Rosangela Silvestre

  • 19h30–20h00 — Encerramento

Local: PISCINA estúdio — Travessa do Calado, 26B, Lisboa
Inscrições: Formulário Agadá 2026
Informações: ciaagada@gmail.com · @ciaagada

06.10.2026 | por martalanca | Agadá

Luis Firmino e Banda

… sobem ao palco para partilhar com o público as suas músicas e histórias, num concerto especial que celebra a paixão pela música.

Dia 15 de outubro, pelas 21H no Centro Cultural do Mindelo.


06.10.2026 | por martalanca | Luis Firmino e Banda

Ájax de Sófocles

Quem, como Ájax, levado por instintos primários como o ímpeto de vingança perante uma injustiça, não foi já vítima de ilusões causadas pelas suas próprias fragilidades, pela intervenção de outros, por um acontecimento ou por determinado contexto social? A era da informação — ou, melhor, da descredibilização da informação e da névoa que tantas vezes envolve as suas fontes — constitui hoje o contexto ideal para o desenvolvimento e a propagação de discursos políticos, medidas sociais e ideologias cruéis, injustas, antidemocráticas e regressivas. Assim se desenha, pouco a pouco, o caminho para o eclipse total da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da dignidade humana e dos direitos de todos os seres vivos sencientes. E assim se permitem, banalizam e disseminam actos profundamente desumanos. Como enfrentar esta era, este tempo, esta ameaça de degradação completa e abismal dos nossos valores civilizacionais?

Vivemos, pois, sob constantes ataques à democracia e à evolução civilizacional. A ausência de diálogo, os extremismos e o ruído ensurdecedor do nosso tempo ganham força através da fragilização do pensamento e, consequentemente, do discernimento. Que fazer perante a demência social instalada, perante o histerismo que se manifesta no consumismo suicida e na velocidade desenfreada? Ájax de Sófocles é uma reflexão sobre os limites do poder e também, parece-nos, uma resposta às ameaças totalitárias e totalizantes. Uma resposta que vem do fundo da nossa civilização e do berço da democracia.

Partindo de Ájax, provavelmente a mais antiga tragédia de Sófocles, este espectáculo propõe, perante o contexto que vivemos, um teatro profundamente humano. Sem se esgotar na clarificação das palavras que o fundamentam, constrói-se sobre o confronto ritual entre silêncio, sombra, luz, textura, movimento e paisagem sonora e, sobretudo, sobre a energia animista que lhe dá corpo. Oferece uma partitura generosa no espaço que abre tanto à apreensão pela sensibilidade como à reflexão sobre as estruturas mentais que continuamos a reproduzir. E, possivelmente, sobre outras estruturas que possamos ainda edificar, em função dos papéis que queremos representar e ver representados no seio das nossas famílias e de outros empreendimentos colectivos.

Na última frase, interpretei «outras empresas de carácter omnipessoal» como «outros empreendimentos colectivos», para tornar o sentido mais claro.

‘Eu sou. Nós somos. Isso é suficiente. Agora há que começar. A vida foi-nos posta, e sempre esteve, nas nossas mãos e nos nossos braços. Em si, é verdade, parece ter-se tornado vazia há muito e parece balançar-se para trás e para a frente sem sentido. No entanto, não vamos esquecer: mantemo-nos firmes em querer ser a origem e o fim’.

Tradução livre de The Spirit of Utopia de Ernst Bloch.

TEXTO: Sófocles

ENCENAÇÃO: Cláudio da Silva

INTERPRETAÇÃO: Cláudio da Silva, Crista Alfaiate, Marcello Urghege e Nuno Lucas

DRAMATURGIA: Carolina Dominguez, Cláudio da Silva e Rita Ferreira

ASSISTENTE DE CENA: Miriam Vale

CENOGRAFIA: Gustavo Sumpta

FIGURINOS: Colectivo

ADEREÇOS: Pedro Paiva e Gustavo Sumpta

DESENHO DE LUZ: Pedro Paiva

MONTAGENS E OPERAÇÃO DE LUZ E SOM: Rafael Ligeiro

MÚSICA: João Martins

PRODUÇÃO: Soluços D’Inverno

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA: TMJB, ZDB e Palettentheater Kollektiv

APOIO: Fundação GDA | República Portuguesa - Cultura | DGARTES - Direção-Geral das Artes

02.10.2026 | por martalanca | Ájax, Sófocles

NA MARÉ, de César Schofield Cardoso no CNAD

O Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD) convida para a exibição do filme documentário NA MARÉ, de César Schofield Cardoso, no dia 02 de outubro, pelas 19h00, no Pátio Multiuso Vasco Martins, CNAD.
Após a projeção, será realizado um debate com dois convidados: a professora investigadora da Universidade de Cabo Verde, Celeste Fortes e o psicólogo e cineasta, Olavo da Luz.
NA MARÉ foi realizado no âmbito de uma residência de investigação artística, desenvolvida entre janeiro e maio de 2026, na comunidade de Salamansa, em Mindelo, em preparação para o projeto que o autor apresentará na Bienal de Sharjah 17, nos Emirados Árabes Unidos, em janeiro de 2027.
O filme conta com a participação de Alcinda Évora, Arlindo David, Auxílio Matias, Daniel Bandeira, Daniel David, Joanita Gomes, Manuel Évora e Manuel dos Santos.
Na equipa técnica, participam David Medina, Alex de Figueiredo, Natalia Andrade, Cátia Lush e Eurittse Silva.
02 de outubro 19h00 Pátio Multiuso Vasco Martins


02.10.2026 | por martalanca | César Schofield Cardoso, CNAD, NA MARÉ

Funaná, African avatar in a pluralistic Cape Verde

Depois de mais de 25 anos a partilhar a aventura kriola da vida nas ilhas e de viver em diferentes ilhas do arquipélago — entre elas Santiago, onde residi por uns tempos na vila do Tarrafal —, chegou finalmente o momento de partilhar esta magnífica experiência.

Foram inúmeras as estadias, curtas e longas, na cidade da Praia, a capital, mas principalmente no interior, entre montes e ribeiras, e nas diferentes praias de surf. Incontáveis viagens — umas mais alucinantes do que outras — nas hiaces de transporte público, com a banda sonora imprescindível do funaná e do kotxi pó. Participações em festivais e festas locais, como simples espectador ou cameraman e, uma ou outra vez, como DJ/selektor. E o privilégio de conviver e fazer boas amizades com músicos do género, tanto nomes consagrados como desconhecidos ou tocadores espontâneos.

Todo esse conhecimento, os momentos únicos e as milhas percorridas foram ficando registados num banco de imagens que venho a acumular ao longo dos anos e que agora partilho com o resto do mundo.

O convite chegou da Pan African Music, o site PAM. Juntamente com Kino Sousa, amigo de outras andanças musicais e talvez um dos jornalistas e músicos mais interessantes da actualidade franco-lusófona, partimos à aventura numa road trip ao encontro de velhos amigos e conhecidos.

Foi também uma viagem de descoberta dos meandros e mistérios do funaná, dos seus novos protagonistas e dos seus representantes emblemáticos, nos lugares onde vivem, tocam e fazem circular esta música. Tudo isto na grande ilha de Santiago, berço do funaná e praticamente a única ilha do arquipélago onde ele é a banda sonora do dia a dia e uma razão de existir.

João Barbosa 

Navega pelo site!!!! 


01.10.2026 | por martalanca | Funáná

“Meu nome António”, exposição de fotografia dedicada a António Variações no Centro Cultural das Caldas da Rainha

O Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, CCC, vai inaugurar no próximodia 3 de outubro pelas 18 horas, a exposição de fotografia “Meu nome António –Fotografias de Teresa Couto Pinto 1981-1983”, dedicada ao cantor António Variações(1944-1984), e coorganizada pelo MUDE – Museu de Design e pela Terra Esplêndida. Amesma reúne um conjunto de 88 fotografias da autoria de Teresa Couto Pinto e peçasde vestuário e acessórios originais usados pelo icónico e criativo cantor português. Aexposição, que esteve patente no MUDE, em 2025, tem curadoria de Bárbara Coutinho, diretora do MUDE – Museu do Design e chega ao CCC no âmbito do programa MUDEFora de Portas.Teresa Couto Pinto foi agente e fotógrafa de Variações nos anos 80, mas também suaamiga e confidente. Como poucos, assistiu de perto ao processo criativo de Variações na criação dos seus álbuns e da sua persona artística, quando a sua proposta musical eestética, inovadora para os cânones da época, o começava a posicionar num lugar dedestaque no panorama cultural português. Mas também teve acesso ao homem pordetrás do mito, a quem fotografou com sinceridade e delicadeza em momentos dedescontração.Esta é uma forma de homenagem ao cantor livre e criativo, que se apresentava de forma icónica e irreverente, inspirado pelo fado, pela música popular e pelo pop rock.

A vida e a obra musical de António Variações foram já contadas numa peça de teatro,um filme de ficção, biografias, exposições, espetáculos e um álbum reinterpretado peloprojeto Humanos.Esta exposição, que estará patente de 3 de outubro a 3 de janeiro de 2027, na Galeriado CCC, conta com o apoio da Direção Geral das Artes e do Município das Caldas da Rainha.

01.10.2026 | por martalanca | António Variações

Conferências e Conversas Para Além do Apocalipse: À Procura de Respostas por Álvaro Vasconcelos

Partindo da confiança na capacidade humana de encontrar respostas para os desafios existenciais que a vida na Terra enfrenta, este ciclo abre uma discussão sobre o futuro comum.

Correntes brutalistas alimentam o nacionalismo, enfraquecem o pensamento crítico, põem em risco a democracia e tornam o apocalipse ambiental e nuclear uma possibilidade cada vez menos impensável. Paralelamente, cresce, entre os cidadãos, a consciência da humanidade comum e o desejo de participação na vida pública. É a essas vozes que o ciclo procura dar espaço, através do formato do debate cidadão.
A abertura de cada sessão estará a cargo do comissário Álvaro Vasconcelos, que recorrerá a curtas-metragens ou excertos de filmes para enquadrar o tema de cada debate no imaginário mais vasto do cinema apocalíptico. De seguida, um dinamizador lançará questões aos especialistas convidados e promoverá a participação do público. Cada debate construir-se-á a partir das perguntas, inquietações e pontos de vista de quem nele participa.

Álvaro VasconcelosÁlvaro Vasconcelos

Datas / horários

Segunda-feira, 19 outubro de 202618:30

Terça-feira, 24 novembro de 202618:30

Terça-feira, 19 janeiro de 202718:30

Entrada livre, sujeita à lotação da sala.

01.10.2026 | por martalanca | Álvaro Vasconcelos