Cartas africanas do outro lado da URSS

Cartas africanas do outro lado da URSS Em 'Je t’embrasse, Gilbert', Sandra Muteteri Heremans acompanha um estudante ruandês na União Soviética dos anos 1970. Entre a descoberta da neve, as discussões políticas e a distância de casa, as cartas devolvem espessura a uma história de circulação africana que também encontrei, muitas vezes, nos testemunhos de antigos estudantes angolanos.

Afroscreen

07.10.2026 | por Marta Lança

A negação pelo silêncio... os africanos e o genocídio dos tutsi

A negação pelo silêncio... os africanos e o genocídio dos tutsi O racismo primário está muito claramente no centro da negação do genocídio dos tutsi por certos ocidentais. Racismo e negacionismo caminham sempre lado a lado. No caso do Ruanda, estamos perante uma negação espontânea da humanidade, mas que permanece quase sempre envergonhada de si própria e escondida nos recantos mais obscuros da alma humana. Formam uma legião, os intelectuais ocidentais que sustentam que a sua África, uma África fantasiada, continua a ser uma terra de paradoxos e de enigmas, ao mesmo tempo glauca e cheia de luz, exaltada e sonolenta, dividida entre uma alegria de viver desenfreada e as paixões mais sombrias.

A ler

15.12.2014 | por Boubacar Boris Diop

Passa a bloody bola!

Passa a bloody bola! A meta-narrativa de "Filhos de Assassinos" ecoa na nossa história de país pós-colonialista que teve uma ditadura de quase cinquenta anos. E nisso (a meu ver) as suas encenações foram tanto mais interessantes quanto a dramaturgia se orientou para o comum, para a linguagem simples, para a vida de todos os dias, e não em direcção a uma ideia exoticizada de África e do Outro, ou a uma melodramatização de pendor trágico dos acontecimentos retratados.

Palcos

09.07.2011 | por Ana Bigotte Vieira

Filhos de Assassinos

Filhos de Assassinos O presidente do Ruanda está a libertar os assassinos. Anos depois do genocídio tutsi, os perpetradores começam a regressar ao campo a conta-gotas, de volta às suas aldeias. Três amigos – nascidos durante o rescaldo sangrento do genocídio – preparam-se para conhecer os homens que lhes deram vida. Mas à medida que o dia do regresso se aproxima os rapazes são assombrados pelos crimes dos pais. Quem nos podemos tornar quando a violência é a nossa herança?

Palcos

09.07.2011 | por Katori Hall